Brasília amanheceu em verde e amarelo neste domingo (7), quando milhares de pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios para acompanhar o tradicional desfile da Independência. O evento, que mistura celebração cívica e demonstração de força militar, trouxe neste ano símbolos marcantes: do “bandeirão” tremulando no céu à Esquadrilha da Fumaça, que arrancou aplausos com suas manobras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja, e foi recebido com saudações do público. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, cerca de 45 mil pessoas marcaram presença na festa — embora parte dos espectadores tenha reclamado da lotação nas arquibancadas.
Além da pompa e das exibições clássicas, a edição de 2025 também foi carregada de mensagens: soberania nacional, preservação ambiental e a preparação para a próxima Conferência do Clima (COP), que deve pautar a política externa brasileira nos próximos meses.
A segurança foi reforçada, com revistas pessoais em toda a Esplanada e regras que proibiam mastros, faixas ofensivas e capacetes. Não houve registros graves de ocorrências. Já os protestos, incluindo o tradicional Grito dos Excluídos, aconteceram em áreas específicas, a quilômetros do desfile oficial.
O tom da festa deixou claro: o 7 de Setembro segue sendo mais do que um desfile — é também um termômetro político e social, refletindo debates que vão muito além da data.
